O tempo em que um trabalhador ficou afastado, recebendo o auxílio-doença do INSS, pode contar como contribuição. Assim, o segurado poderá se aposentar antes ou aumentar o benefício. Porém, para que o INSS considere esse período, o segurado precisa voltar a contribuir após ter a alta.
Quem completar o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria enquanto estiver recebendo o auxílio pode, na Justiça, conseguir o benefício mesmo sem voltar a contribuir, mas pode não valer a pena. “É preciso analisar, pois o valor do auxílio-doença costuma ser maior do que o da aposentadoria, que tem fator previdenciário”, diz a advogada Melissa Folmann, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário). Nesse caso, o ideal é esperar a alta e fazer mais uma contribuição para o INSS para garantir a contagem na aposentadoria.
O auxílio equivale a 91% da média salarial do segurado. Para fazer essa média, o INSS utiliza os 80% maiores salários de contribuição após 1994. Como o trabalhador pode ter tido variação salarial nesse intervalo, dificilmente o valor do auxílio-doença será igual ao do último pagamento. (Agora S.Paulo)

 

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