Um país onde há pouco mais de uma década os empreendedores eram escassos, o Brasil ganha apetite para o risco. Principalmente entre jovens, avança o interesse em abrir novos negócios.
As taxas de empreendedorismo cresceram em todas as faixas etárias no Brasil nos últimos oito anos, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor, realizada em 60 países.
A pesquisa, a ser divulgada no país pelo Sebrae na terça, é uma das mais importantes publicações sobre o tema, elaborada por instituições como London Business School e Babson College.
A geração de maior participação é a de 25 a 34 anos (22%). Nessa faixa, o Brasil segue a tendência geral.
Desde 2008, cresce no país a participação dos muito jovens, um grupo entre 18 e 24. Em 2010, os empreendedores nesta idade avançaram acima dos maiores de 35.
Brasil e Rússia são os únicos do G20 em que a faixa de 18 a 24 anos é mais empreendedora que a de 35 a 44 anos.
Mais da metade (56,9%) dos empreendedores ainda não completaram 35 anos.
O atual cenário no país surpreende especialistas, acostumados a ver maior apetite para risco entre jovens dos Estados Unidos, onde, culturalmente, o fracasso é menos censurável.
O aumento da disposição entre os mais jovens no Brasil é compreensível pela situação econômica favorável e pela maior oferta de empregos que valem como alternativa ao insucesso.  (Anfip)

 

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